Audiência de painel de LED: câmera, fluxo ou estimativa
As fontes de audiência disponíveis para um painel, o que cada uma mede e como combiná-las em impactos, alcance, frequência e CPM.
O valor de um painel para o anunciante é a audiência que passa por ele. Medir essa audiência é o que separa uma proposta comercial baseada em dados de uma proposta baseada em opinião. Há quatro fontes possíveis, com custos e precisões diferentes.
Câmera com visão computacional
Uma câmera IP apontada para a via conta veículos por tipo e pedestres, hora a hora. É a fonte mais precisa e a única que mede o que de fato passa em frente ao painel. Não identifica pessoas: conta objetos em movimento e registra apenas os totais.
Fluxo da via por API
Serviços de mapas oferecem estimativas de fluxo de veículos por trecho de via. Sem hardware, é possível ter uma estimativa por painel com índice de confiança, atualizada ao longo do dia. Serve como fonte inicial e como comparação com a câmera.
Sensor de presença
Um sensor WiFi e Bluetooth próximo à tela detecta dispositivos que passam e dispositivos que permanecem. É indicado para ambientes indoor, onde a câmera não é viável, e mede permanência além de passagem.
Dados públicos
O censo e as bases de empresas informam quem mora e quem trabalha no raio de influência do painel: população, domicílios, faixas etárias, classes e atividades econômicas. Não medem passagem, mas descrevem o perfil da região e permitem calcular alcance e frequência.
Como combinar
Cada painel precisa de uma fonte oficial de impactos, escolhida por uma ordem de preferência: medição por câmera quando existe, depois fluxo por API, depois sensor, e por fim um valor manual. Com os impactos definidos, alcance é a população do raio, frequência é impactos divididos por população, GRP é frequência vezes cem, e CPM é o custo por mil impactos. Esses quatro números, calculados do mesmo jeito para todos os painéis, são o que uma proposta comercial precisa.